segunda-feira, 13 de junho de 2016

Dead Can Dance - Song of the Stars (Pina version)

 

quinta-feira, 9 de junho de 2016

a pausa de sombra nas grades de sol


ao alto,
a passagem do pão, no corpo, a mão oferece uma folha de papel, corta e fere

há uma aba abandonada na dança de equinócios dobrados de hábeis esquiços de um rápido sonho

a pausa de sombra nas grades de sol
é zénite de um edital na retina onde as imagens de ontem adormecem nos recortes de tinta

ao alto,
a mesa desfaz o dia, e penumbra de poente é raiz à porta, rasto do astro que curva a casa.

Leandro Sá
(08-06-2016)

Eberhard Weber - A Dark Spell

 

sábado, 4 de junho de 2016

na montra da retina a pata e a mala


em dedo ferido nos sons de corda que acorda e toca a solta nota de uma bolha de artefacto no olfato do vento é capa que se faz em botânica sala a sonâmbula aba de luz

do itinerário ondulante na curva que alimenta a boca que fere é mais batente a distância que a pauta em ser de maio no desmaio de luz que não difere

desfere, o junho, o dígito e o dente, uma tala a servir a corola em disjuntas estações que se alastram sem pausa no “interruptível” junco

preso a uma montra da retina a pata e a mala de uma compressa é repto na pala de jumento o preço que turva o teto a purga na pressa de um pente.

João Romão
(31-05-2016)