terça-feira, 6 de setembro de 2016

no sorriso uma lua que amanhece


não te digo como a casa
arde numa antiga fissura
e o quarto vazio
é abandono de um fio na vil mesura

mas sou lago que se agita na tua mão
estremeço e sou a pequena tontura
que se abre na vertigem da tua voz

ter-te no meu rio
e caminhar em abismo que perdura
ser desejo na cavidade dos teus abraços
será louca aventura?

da pele da minha estrada
aterrei neste mar e pensei ser feliz,
ao meu sussurrar neste entardecer,
quero o teu sonhar ser-me recanto, trazer
do teu sorriso uma lua ao amanhecer.

Di Vale Monteiro
(11-05-2013)

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