terça-feira, 2 de agosto de 2016

desenho de uma flor no seio de vénus


sobre o som das máquinas
em largo (a)final de um diário
…espero por mim
neste vão, cais de tardios reflexos,
desprende-se um véu de vozes abertas no sombrio convexo de inversos
…penso em mim
em mil imagens que povoam o meu pensamento
…esqueço-me
trago a mão esquecida na casa que tem como âncora a tua cintura
aconchego as horas de um itinerário de ruas sonhadas que deixei nos teus cabelos
do nome deixo o rosto e um quadro desabitado na caligrafia distante do teu olhar.
 
antes da erva em sal há horas contrárias aos traços completos no teu corpo onde ficam barcos atracados em braços de sol.
 
a noite veste-se de sons que cresce no dorso de uma criança, é retoque da mão por um perfil, repentina linha que no sono desenha a flor no seio de vénus.
 
Sandro Osório
(01-08-2016)

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