segunda-feira, 11 de abril de 2016

lábios de ácido fino


nas vigas da cidade há um adágio de páginas de um colóquio
tanto acerto para o obturador de um balcão de luzes
na varanda do espontâneo vocábulo onde músico da revolução amarrota a pauta
é repentina a serpentina de talhe vermelho
a torre da igreja é acervo do vento fechado na utopia
vinca-lhe em lábios de ácido fino as horas de parcos sonhos.

João Romão
(11-04-2016)

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