quarta-feira, 9 de setembro de 2015

os dias fogem do barro


a barca abre o corpo e os dias fogem do barro

dá-me morada ao nome e colina à escrita
decreta uma porta para o vento que me confunde o choro em névoa do sonho
longe do fogo e da ara, traz-me, em selo de céu lavrado, um ventre para fala e a casa com a palavra dada.

Leandro Sá
(03-09-2015)

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