sexta-feira, 14 de novembro de 2014

os dias e o nome


Neste balcão de castanhas
 
cercado num cerro fechado, o ditado

          ...atado por um cadeado

          ...aliado de um atrelado

o olhar de bicho em nicho frio na pausa dos alimentos dilacera o letreiro, e a viagem de comboio move o absoluto silêncio da alma

           ...empurre-me

           ao alto, ...os santos

                 ...ao alto, as mãos num cântaro

                 deste cais adiado, vejo telhas, um vidro, revisto, visto, misto passo de um desabamento

neste tempo de vindimas sem terço

a brisa anda segura a um vime

no que prevejo, vejo, os dias a lamber as datas em falsos dedos.

João Romão
(s/d)