domingo, 12 de maio de 2013

o tempo no barco de tendeiro

 
Das tuas axilas nascem asas de tendeiro
 
no fato trazes um laço em traço traiçoeiro,
 
traficas nas unhas o riso de estilhaços,
 
riscas o chão com uma gadanha
 
onde levas oculta a arrastada língua.
 
em sorriso baço de vidreiro
 
moldas o barro de uma bilha.
 
abrigas debaixo da tua barriga uma matilha
 
a mover a água por onde passa o barco no teu ribeiro.
 
João Romão
(17-03-2012)

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