segunda-feira, 15 de abril de 2013

onde estás, corpo que me sonhas?


onde estás?
do meu sonho suado onde ato o sol, onde estás?
tu que me sonhas e que me tens em tua silhueta no corpo da noite
o sonho, a distância dos meus lábios separa as aparas nas sílabas ondulantes na tarde de sol
 
distante dos nossos lábios está o rio com o meu olhar imóvel em barcos encorados com idas deste cais sempre no mesmo  lugar, nele desce uma amarra da margem em partida.
 
onde estás, corpo que me sonhas?
aqui a cidade adia tumores no comércio da idade do Tejo
são muitos os mastros a vaguear em vago lastro para poder ter-te no lanço de um astro
 
como poderei amar-te se o corpo é recobro do um devoluto quotidiano feminino.
 
Di Vale Monteiro
(15-04-2013)

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