domingo, 6 de janeiro de 2013

silêncio de uma única palavra


No contínuo do parque
 
dentro deste arbusto-figura
 
uma ignota flama no chão, uma lágrima no verbo da calçada
 
chamo-te...
 
ó gente de pessoa só!?
 
a rasgar o som perpétuo fechado no movimento de um desconhecido deserto
 
dissipa-se em lesto salto o vulto da língua de cordeiro na iluminura da lua
 
a romper o silêncio de uma única palavra.
 
nts
06-01-2013

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