quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

dança na retina de deus

 
...não me perguntes pelos títulos onde me lês, pelas palavras em inconceptos seios, pelo intenso odor religioso em fotogramas nas escarpas escassas do amor
 
na esgrima da noite, a fuga sempre prenhe na lâmina de uma semântica,
 
é tráfico de uma lágrima mordente em semifusa dividida no brilho de uma estrela que dança na retina de deus.
 
 
 
 
 
[nota: o “termo” inconceptos, que surge acima, não se aproxima nem se afasta da variação aparentemente induzida por algum termo de qualquer ementário. É somente termo de si mesmo, significado dele próprio, e isento de inventários de outros sentidos, é somente aquele onde ele vive e respira, válido pelas palavras em inconceptos seios, requerido pela transpiração da língua no texto, e oferecido pela paixão de ser semente nesta seara].
 
 
Leandro Sá
(29-01-2013)

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