sábado, 29 de setembro de 2012

verso que poisa na escultura dobrada sobre o garfo


vejam como, como! bem...!
vem lácteos tactos
no difícil em ver esse_s mil,
 
um verso que poisa na escultura dobrada sobre o garfo
farpa em liso prato, fino pacto no telemóvel
da noite, estendem-se taxas, faixas, baratas, para o atenderem...,
— claro, se quiserem
 
era só para saber de um ver...,
em ébrio sol um lapso métrico de ler-me,
 
não tenho que saber
...o febril no sempre ser, em tenda de lona a esvoaçar, fenda outra vez na menstruação da serena tempestade.
 
ah! já sei, não vale pena
brilhante, este bri(lh)o amar_ante
este corrompimento em compressa, lata lenta no olfacto do fato
 
... consegui
já me sinto melhor, ...outra vez
sou quase feliz
as minhas palavras bordam a minha tarde sobre azul.
 
Texto
Di Vale Monteiro
(25-09-2012)

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