terça-feira, 14 de agosto de 2012

onde tarde não estive

 
Tantas horas a flutuar nas tardes
de um eu em deserta margem
onde tarde não estive,
tarde era a batida hora
de um amor desconhecido.

dos passos só as ondas,
a trazerem-me do litoral ausente da cidade
a cógnita luz nas manhãs, o teu nome,
permanente em pensar-te.
descubro na suave curva a tez dos dias,
...sons ausentes dos violinos,
o hábito que nunca quis da saudade
porque a sentença era querer a tua presença.

falta-me a senha para chorar em silêncio dentro do texto
permaneço agora no fecho de luz que se fecha tarde.

Nuno Teixeira de Sousa
13-08-2012

Sem comentários: