quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

sem acrescentar nada ao soletrar da luz


No frio limpo da manhã, um barbear perfeito emoldurado à janela do sol retocado pela sombra de uns óculos escuros ausente do meu rosto de transeunte das mesmas horas no tempo de fazer dias nas viagens de comboio, vem sem acrescentar nada ao soletrar da luz que passa não passando senão comboio em viagem.
Só queria que o tempo daquela viagem fosse o tempo mais de outro alguém mais.

(tudo) o que aqui foi dito não foi dito por mim
...por aquele outro que vai comigo dispersando o meu pensamento dentro de mim.

sou a face em névoas onde o tempo inscreve-me um difuso pensamento de mim mesmo.

Texto
Di Vale Monteiro
(30-01-2012)

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