terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

o barro, o oleiro e a terra de lodo na farda de um sorriso


Na roda de oleiro, ver e amar é sempre o haver a dor no dever,
pregão adocicado na farda de um sorriso
acorrentado numa caixa a ser fotograma

exausto o peso do fecho
estende-se a rarefeita teia
em desfeitas veredas
seca o barro, agora, a figura de valeta
onde passa toda esta terra de lodo.


é sempre epílogo, o manto, a terra (des)feita de pássaros.


...falta-me fotografar, ainda, uma camélia... a branco e rubro.

Texto
Di Vale Monteiro
(13-02-2012)

1 comentário:

AnaMar (pseudónimo) disse...

farda de sorriso que não é fardo