sábado, 4 de fevereiro de 2012

no teu rosto dormia o sono


no teu rosto dormia o sono
as palavras elas em silêncio também
eras tu em descanso nas mãos do teu rio
os nossos olhos cruzaram-se no instante da luz azul quando trocamos de comboio

queria-te dizer nesse tocar, uma silhueta bela do sono
...era tarde
era a linha de comboio na estação final

nas pétalas da tarde das camélias
no tempo sem fala dos gestos tímidos das mãos
guardamos o olhar na retina dos peixes.

Texto
Di Vale Monteiro
(03-02-2012)

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