sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

De deus a deus a sede do tempo


na fonte da sagacidade de um distante perfil

o alvorecer do sonho endovélico

adormece nos fémures dos homens

a telúrica horta na ferragem de um cravo

em litúrgica porta na sede do evo na idade de um servo

vem a iluminura do amanhecer na menstruação das árvores

dar de beber ao tempo

um antigo castro de água.

Texto
João Romão
(12-04-2011)

3 comentários:

AC disse...

Já tinha lido o nome, Canto Turdus Merula, nalgumas caixas de comentários. Pareceu-me pretensioso, confesso, e protelei espreitar. Acabei por o fazer hoje e, confesso, estava enganado acerca daquela coisa da pretensão. Gostei, gostei mesmo. Para repetir a visita, sem dúvida!

tb disse...

Sempre em qualquer registo é um prazer sentir por cá.
Beijinho grande!

© Piedade Araújo Sol disse...

a sede do tempo e do saber

é sempre tempo de renovar e de viver em paz.

feliz Natal