quarta-feira, 31 de agosto de 2011

a noite ecoa nua – do tempo sem cava e sem imagem


(a Joel Santa Maria)


eco do vento, se retém no que não sou

... liquefeito uso

no aliado aperto,

em adiado chão,

neste estreito atrevo-me, rarefeito

que se repete e ouso


assomar a água de onde vem a mágoa

a desaguar no crepúsculo das sombras,

... oca cisão que desabotoa o nervo da erva,

entoa o freio no ágil veio...

            é o eixo
            é a ceia
            na eira ...a soma na elevação da soma

               ... a rédea da noite ecoa nua
               ... ao alto, ...no alto soma-se
               ... a soma da poeira na lua.

Nuno Teixeira de Sousa
(a Joel Santa Maria)
05-05-2011

3 comentários:

Anónimo disse...

eixo maior. matemática da alma que se insurge. textos que leio len ta men te
____________________________
como se fossem estrófes mapeadas a sal e a húmus.




_____________________sempre surpreendente a sequência desta "nudez" tão densa.


beijo .




(imf)

© Piedade Araújo Sol disse...

ecos do vento
ou tão somente
no pensamento
disperso no tempo

a mágoa que se confunde
e se entorna na
água

e a poeira na lua
ou na alma
nua


deixo um beij

Graça Pires disse...

"A mágoa a desaguar no crepúsculo das sombras"... Belíssimo!
Beijos.