segunda-feira, 13 de junho de 2011

reimportar o olhar…

 
que reimporta, o sonho, desimpedir...
 
ir no desavir aguerrir o desabrir
 
ir inclemente na desassombra a reabrir o vir
 
em áspero hastear...
 
pelo desfecho do arrastar do tardar
 
no desnervo flamejante descrente do descerco do verberar.
 
 
 
... são...
 
... os desacertos...
 
são os desacertos das palavras erráticas em defunção do olhar
 
no sangue que limpa o caminho caiado da aorta,
 
em reporta desordem,
 
vem no fogo desafiar a fissura no desfiar do que resta ser porta.
 
 
Nuno Teixeira de Sousa
05-05-2011

5 comentários:

Eduardo Aleixo disse...

Re-importar, voltar a dar importância a ...Importar, de dentro a palavra da alma que lembra a importância de....É quando se ouve a música intemporal das águas nos regaços dos sons e das sílabas, isto é, quando regressamos e voltamos a ver... importamos a importâcia de ver. E de Ser.

Graça Pires disse...

"São os desacertos das palavras erráticas" que conduzem a poemas assim...
Beijos.

Et disse...

Belo poema, Nuno. Gostei!

Beijo

© Piedade Araújo Sol disse...

desacertos ou acertos
palavras escorridas
e
assim se foi letra p
de
poema
ou tão sómente de
porta.

boa semana!

Anónimo disse...

regresso. para me desfiar neste verbar. incansável. de tão belo. beijo Nuno.







imf