sábado, 2 de abril de 2011

osso do meu osso



Confia a magnificência

deste afiar de sombras _ _ _ de assombro


sobra da crença que se eleva

osso do meu osso


que me rendo
  _ _ _ arrendo-me
  _ _ _ dentro _ _ _ em eterno

Nuno Teixeira de Sousa
  01-04-2011

13 comentários:

tb disse...

primaveril o osso e o chão tapete tecido a pontos de oiro... :)
beijinhos

Eduardo Aleixo disse...

O osso do teu osso
é a sobra
é a raíz
é a brasa da chama
é a garganta da tua voz
é a tecla do teu som
é o tom do teu cristal
que brilha
no chão
e no cèu
por igual.

Canto Turdus Merula disse...

Obrigado Teresa,

pela sua brisa dourada de primaveril.

beijo.

Canto Turdus Merula disse...

Eduardo, muito obrigado por este seu gesto.

Gosto muito deste seu desdobrar da palavra tão rente ao texto.

Um abraço.

Graça Pires disse...

Sombras de assombro... Também me rendo.
Um beijo.

© Piedade Araújo Sol disse...

rendo-me
na maresia
nas ondas a sombra
que emsombra
o
cheio do sal
em mim

rendo-me osso do meu osso.

beij

Anónimo disse...

nesta crença que se faz renda o tear é tão completo que só nos resta a re.leitura . atenta. como se de novo o divino tivesse uma asa.


.


beijo.



.

imf.

Canto Turdus Merula disse...

Graça,

Obrigado
por assim gostar
num aroma em âmbar.

Um beijo.

Canto Turdus Merula disse...

Muito obrigado, Piedade A. Sol.


O amanhecer sobre chão que não se quer sombra
nem sequer, o sal
neste desassombrar o olhar
quando se ouve os sons longínquos do mar.

Canto Turdus Merula disse...

Subitamente
...um quebrar as ondas de luz,
nas dobras do tempo,
são sempre só instantes
uma religião que perfaço
de uma penetrante asa
sempre de novo, um voo.

se, para tanto,
não os guardo
caiem em chã vã
logo, vigilante.
é tal tamanho,
...o vazio,
naquele instante

IMF,
muito obrigado.
beijo.

maria josé quintela disse...

assim.



rente ao chão que o vento não toca.


bj

Canto Turdus Merula disse...

Obrigado, Maria José Quintela

Agradável presença em tacto do vento.
Tanto, ato de ser tal sim
ser sempre bem-vinda.

Bj.

Anónimo disse...

aqui quem deve agradecer somos nós leitores "repetentes" e carentes.


abraço Nuno.

________________.


imf