segunda-feira, 21 de março de 2011

Texto de Sandro Osório


Perdido do lanço de uma âncora

Não…
não me leves a mão
deste desfeito do descompleto
por a luz querer um desacerto em mal
ser senão eixo
assim, curvado,
nos meus passos quase sempre desacertados
e ser então dardo.

neste jogo,
praxe de perdedor
sintáctica fatuidade de instantes
sentimentos que vem no vento jogando,
a sintaxe da vacuidade é uma passagem
de uma elipse do desejo sem espelho.

(em mim mesmo)
o aro do meu jogo
minuta que enluta a luta
rasto dissipável
no ínfimo brilho substancial de luz,
zéfiro de um tiro grave,
grito submerso na foz do rio.
...
onde os cavalos cospem
o cavo osso vertiginoso
perdido do lanço de uma âncora.

Texto
Sandro Osório
(20-03-2011)

2 comentários:

Anónimo disse...

a depuração desta escrita é um halo de estranhamento fascinante.






obrigada Nuno.





imf

Gisela Rosa disse...

"...no ínfimo brilho substancial de luz" ...."a âncora" essa, só pode estar por dentro do rio...

Gosto muito Nuno!