sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

... são fios tantos a enumerar uma só fábula



nas cruzes que urgem
cruzam-se em entre as linhas
datas tantas lineares linhas
... são fios tantos
a enumerar uma só fábula
uma de um só dia que se veste de todos os dias
a nomear o verbo sonhar de dentro
... já não sei qual o parentesco na minha carne
a reverberar o verbo sobre duros músculos
a atar o circunflexo altar nas omoplatas.

Nuno Teixeira de Sousa
27-01-2011

7 comentários:

alice disse...

gostei de ler, nuno. bom.dia!

© Piedade Araújo Sol disse...

sempre a boa poesia por aqui...

boa semana!

beij

Jorge disse...

gostei do estilo de escrita..
http://ladocego.blogspot.com/

Jorge disse...

gostei do estilo de escrita..
http://ladocego.blogspot.com/

Graça Pires disse...

Obrigada pela visita e pelas palavras deixadas no meu "Ortografia". Passarei aqui outras vezes.
Um abraço.

© Piedade Araújo Sol disse...

bom final de semana!

beij

Anónimo disse...

"o tempo da palavras simples"... em que o mar era mar, a areia era areia, as brisas eram brisas e nós o verbo amar. Mas isso era antes...
abraço
Z.