sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Graça - Trago o meu sentimento único e singular por ti

Graça

A ti
Hoje que o dia te fecha na plenitude da obscuridade
Feito de espessura de sofrimento concreto
Na perca que o despontar dos dias ofereceram-te como alegria
Agora o dia chega sem sentido qualquer
Inscreve na profunda tristeza
Tudo o que possas sentir dessa alegria

Com o meu pensamento, para sempre, absolutamente em ti
Trago o meu sentimento único e singular por ti
E percorro
Os sons indecifráveis
Dos gestos imprecisos e delicados do teu sofrimento
 
Nuno Teixeira de Sousa
26-02-2010

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Zero 7 - Ghost Symbol


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Resonâncias do visível

 
Letra a letra perco a palavra
Inclina-se o olhar na teimosia do visível
Prendendo-se na ressonância das sombras
 
Nuno Teixeira de Sousa
11-01-2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Mestre Lagoa Henriques


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Lisa Gerrard


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Ângulo anverso do olhar


Olhares que me chamam sem grito qualquer
Qual verbo de linguagem a ser capaz de pronunciar este chamamento?
No entanto sou convocado por este som impercetível
Que preenche todos pontos infinitamente pequenos do meu olhar
Olhares que abrem serenamente em sentido contrário o ângulo anverso do olhar
Toca-me olhando pelo lado de dentro sem dizer seja o que for
Prendem-me
Vendo-me de fora nesse olhar suspenso de dentro
Na lisura de um gesto simples
Recolhem todo o outro tempo nesse olhar
Partem com a mesma lisura de um gesto simples
Reescrevem nas linhas desenhadas pelas palavras que nada me disseram
E nada me dizem sobre o que as palavras possam escrever
 
Nuno Teixeira de Sousa
08-04-2009

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Silêncios no longínquo indecifrável


Abro a janela
Cruzam-se silenciosamente as ilusões
Troca-se identidades segredadas nos átomos dos sonhos
No espaço ausente do visível
Traçam-se os silêncios no longínquo indecifrável
Fios que perfuram a ocultação
Na distância perpendicular ao ininteligível


Nuno Teixeira de Sousa
30-11-2009

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Lugares fechados no tempo

 
Lugares fechados no tempo
Tocados pelo gesto do olhar
Rasgando a luz do tempo
Abrindo as linhas das palavras impossíveis de dizerem-se
No tempo sem lugar e sem olhar
Desenham em si o esperar pelo olhar
Traçam no caminho de alguém que perdeu o tempo
Com marcas de sombras e luz
Preenchendo o gesto do olhar
Ficando para sempre um lugar que foi só olhar
De tempo que não tem lugar.
Nuno Teixeira de Sousa
20-01-2009