terça-feira, 30 de novembro de 2010

Sem tudo ser silêncio


Por vezes um quase de tudo
que se faz tão ausente
quanto o presente silêncio

turva a uniformidade estilhaçada
o mar translúcido no ubíquo silêncio
emerge o quase tudo
detido num sorriso em deriva embargado
no apartado lamento embriagado

sem tudo ser silêncio
é senda de outro incógnito caminho no qual caminho

junto ao mar fragmentos dispersos
laço de lacre desfeito na argila do corpo
em sangue de Hidra dardos sibilantes
desferidos nos passos do sol
traçados nas transbordantes ondulações do mar
desfazem a arquitectura inaugural
os murmúrios das ondas ao luar

Nuno Teixeira de Sousa
22-06-2010

2 comentários:

Anónimo disse...

este seu silêncio com o W.M..... nunca se lhe resiste. assim as suas palavras ganham outro texto. que nos fica a ondular.



e eu gosto TANTOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!
obrigada Nuno.



imf

tb disse...

Como diz a IMF há silêncios que dizem tanto... gritam e eu gosto de vir até cá ouvir estes silêncios. :)