quinta-feira, 18 de novembro de 2010

onde ajeito o descoberto


no desajusto encoberto
no cobro
onde ajeito o descoberto
o destro deserto certo
era simples ainda solitário
ser simplesmente o ser ontem
desperto salto insólito dentro das palavras
era ser justo canto lugar de imagens
paridade no olhar da simulação opaca do silêncio

da incongruência dos arcanos onde a mão é indomínio ministério
lança-se a palavra em surpreendente investida na cruzada de mar adentro

que interessa ser ilha
onde o madrugar é uma jazida de silêncios
auditório longínquo de histórias
provectas crónicas desfasadas nos murmúrios da antropologia das festas
conservei este contraproducente encantamento por uma ínsula distância

que interessa saber se me entendes
se deténs o saber perto do lapidar das distâncias

Nuno Teixeira de Sousa
18-11-2010

1 comentário:

£µ(g)ä® disse...

...que interessa ser ilha.


para mim Nuno, não o teu texto, mais a vida se resume nessas 4 palavrinhas, como se fossem os 4 elementos, os 4 pontos cardeias, indicando o ponto exato do que há no que não há por que nunca se há de tanto haver.

Sei, nem eu me entendo viu =)