segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Biografia do grito do tempo



A biografia do grito do tempo
Que o escultor serenou na respiração da pedra
Reteve-a nas cercaduras da idade da luz

Suspenso nas imutáveis dobras de transitórios instantes
A ortografia de adágios dos (des)encontros
Renascido na fina encruzilhada de um perdido olhar
Da lealdade suave de um fotógrafo

Não há voos que perduram
Não há gestos que se eternizam
Senão efémeros instantes
No ápice da sua dissipação antes
Refazem-se a si próprios
O fulgor de novos instantes

Nuno Teixeira de Sousa
15-06-2010

1 comentário:

© Piedade Araújo Sol disse...

vejo que é de Junho e que só agora o oartilhas, devo dizer que gostei, e que tb partilho quando tão bem escreves:

Não há voos que perduram
Não há gestos que se eternizem

um beij