domingo, 21 de novembro de 2010

Ao lado esquerdo de uma corda que sufoca




um
      passo
                laço
                        lasso

de um diapasão
                     afinado
ao lado esquerdo
       de uma corda
       que sufoca
que importa
a entrada da porta
por onde passa a faca

da lezíria de punhais de um corpo deitado
traz o mar as palavras
quadro de ardósias do fundo
... que afunda



Nuno Teixeira de Sousa
21-11-2010


6 comentários:

£µ(g)ä® disse...

Olá Nuno

Sempre penso se no momento dessas asfixias além corpo, o balançar dos dedos são pedidos de ajuda no momento do afogamento cardiaco ou apenas aquele simples gesto de chamar o garçon na mesa dessa vida tão espantosa...

Gosto muito dos Cantos Gregorianos.


Tudo sempre muito agradável por aqui.

=)

© Piedade Araújo Sol disse...

um maneira de saber escrever palavras com muitos sentidos, e assim se faz poesia muito criativa.

beij

Canto Turdus Merula disse...

£µ(g)ä®,

faço da escrita ilha
por vezes surpreende
por ser muito minha
sinto-a absolutamente por dentro
mas nunca mesa a satisfazer a fatuidade

gosto muito da interpretação em Canto Gregoriano (com alguma modelação contemporânea) de My Immortal

gostei da sua presença pelo meu canto

Obrigado

Canto Turdus Merula disse...

Piedade A. Sol,

uma escrita que poderá não ter tantos sentidos assim
para ser assim tão criativa no demais que se possa ler

é muito menos em sentidos mais
e muito mais sentida

Obrigado pela passagem pelo meu canto

Anónimo disse...

pois. corpo mátreo aqui ao som do Wim.....a ser composição de palavras que se despem no fundo de um dizer que nos remete para uma sensibilidade pouco "vista"....mas revisitada.

como tenho sentido.



forte abraço.
grato.


(por "lá").



imf__________piano.

Canto Turdus Merula disse...

Imf

obrigado pela presença
pelo sentir em canto
o recanto da sua sensibilidade
na leitura revisitada
no mais abraço
e (por "lá")
ser ainda muito mais obrigado
e no demais
__________piano
ser espaço de excelente poesia