sábado, 25 de setembro de 2010

Pétalas cor de Outono

 
Neste dobrar difícil do tempo
na falta de um tempo que ausente constrange outro tempo

O céu perto nos gestos brancos e maior no olhar
Nesta manhã
de dia-a-dia no trabalho novo dos dias
sábado suspenso no amanhecer do círculo dourado aspergido
na cidade aberta na contra-luz num novo outro Outono

neste ir
onde o azul e o branco alumia a alma do rio no tocar o eterno estranho amar
um rápido clarear no desenhar o lapso fugidio das palavras

ofereço-te no contorno do amanhecer do vento fresco
em gotas cintilantes de luz prata das linhas de água as pétalas cor de Outono

Nuno Teixeira de Sousa
25-09-2010