quinta-feira, 3 de junho de 2010

Selvagem quimera

Tudo me prende
Sem o ser
Quando não se desprende
O silêncio também me prende


Fina linha da quimera
Que não me suspende
Nem me eleva
Prende, desprende o dual sonho
Entre a noite e o prazer
Em batimento sinusal 45 60 100
Fulgor da dilatada luz dos dias
Faz-se em presente infinitude
A selvagem existência
Nuno Teixeira de Sousa
27-05-2010

7 comentários:

maré disse...

somos

sujeito dual

gota de orvalho testada no tempo.

Canto Turdus Merula disse...

maré,

Grato pela sua passagem a iluminar este espaço “despovoado”

Somos dual...

Gesto perfeito e sublime de criação
Quando magnificamente iludimos a ilusão de um tempo. Tempo retirado do não-tempo.
E assim somos “gota de orvalho testada no tempo”.

Gisela Rosa disse...

...no silêncio também se forma a voz..que nos des-prende da exactidão das formas...e aí poderemos colher essa "fina linha de quimera"...


obrigada por suas palavras

Luana disse...

somos dual em silêncio

__

beijos.

Luana.

maré disse...

obrigado! :)

amo, de paixão, wim mertens.

(parece que há, afinal, alguém a repeteir-me)

*
um beijo

© Piedade Araújo Sol disse...

prende
desprende
aprende

o dual sonho
qual quimera

que nao suspende
a luz que se derrama
no tempo

belo poema o seu!

um beij

Canto Turdus Merula disse...

Gisela Rosa

E o “silêncio” revertendo-se na possibilidade das palavras para que a sua voz se faça audível...

Agradeço a sua presença


Luana

Bem-vinda a este espaço

O dueto adentro do silêncio seja também dual voz da palavra

Volte sempre

Obrigado


maré

Wim Mertens quando me foi dado a conhecer foi extraordinária e surpreendente revelação. Excelente música que também fixa momentos inesquecíveis.


Piedade A. Sol

Fico agradecido pela sua presença e pelas suas palavras

Da minha parte sempre bem-vinda

Obrigado