segunda-feira, 3 de maio de 2010

Caminho que não nos augura e nos convida

Anjo que flutuas na lisura
Da sombra que esvoaça em asas
Em volutas perdidas do meu olhar
Habitas este caminhar
Na contra-luz de pregnâncias frágeis


Anjo das espirais imortais
Suscitas a minha opinião
Premência desabitada deste meu andar
Receio que o longo caminho
Que leva o olhar até desaparecer na curva em direcção ao horizonte
E entregar ao infinito
O sonho de teimosamente reinventarmos tudo do nada
Seja feito de tudo e de nada.

Nuno Teixeira de Sousa
03-05-2010

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