quarta-feira, 24 de março de 2010

Rio pungido pelo vazio

Ó tempo!
Quando abeiraste o telhado
Irrompendo as telhas
As minhas ilusões
_______________açoitastes
Regateastes
_______________os meus sonhos
As minhas crenças
_______________vilipendiastes


Do meu corpo fizeste cais
Do teu tumulto tempestivo
Na penumbra impenetrável
Traçaste o rumo de um rio
Pungido pelo vazio


Depois vens
Num dia qualquer de sol
Com aquele carácter divino
Em suave aparição
Presentear-me
Ilusão a ilusão, sonho a sonho
Tirada dessa luz que subitamente trazes.
 
Nuno Teixeira de Sousa
24-03-2010

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