E agora, senhor pescador?
onde estão os teus mercadores comedores?
nos seus recatados lugares a vigiar o
brilho da retina
abrem os dedos para segurar a tua faixa
enfaixada numa batina
onde entalas o silêncio num ataviado
fingimento,
é malho o molho de milho doce que amassas as
aspas.
para que não se decrete pecado,
o servir peixe em sacra sacristia,
lambes a etiqueta das farpas em farsas nas migalhas
da massa
escondes do peito o teu alçapão de silvas
nas alças de uma cerimónia de atado pensamento
daninho.
para não te escapar do regaço as falas
entre dentes
tens na mão um mensageiro da mente a folha
de caixa que encaixa
para que se alarga o ligeiro pensamento de
uma gente que alaga o ninho num funil em ninharia.
Texto
João
Romão
(29-05-2012)
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